segunda-feira, 28 de março de 2011

Cynic - Traced in Air (2008)


Ah, o Cynic. Uma das minhas bandas preferidas de sempre.

Traced in Air é o segundo álbum dessa banda que é complicado de definir... bom, o Cynic nasceu nos EUA, no fim da década de 80, como uma banda de death/thrash metal, e com o tempo o som foi ficando mais complexo e variado, a ponto de, quando lançaram o seu debut, em 1993, fazer um som que mesclava o peso do death metal com passagens absurdas de jazz fusion! Depois disso a banda ainda ficou um pouco antes de desmanchar... até meados dos anos 2000, quando voltou definitivamente e lançou esse Traced in Air.

A banda sempre foi liderada por Paul Masvidal e Sean Reinert. Ambos inclusive tocaram no Death, na gravação do álbum Human, de 1991.

Definitivamente é um álbum diferente do Focus, o primeiro álbum. Aqui já não tem mais o death metal (a não ser pelos guturais entreçadados com o vocal robótico do Paul Masvidal). Mas a complexidade da banda continua, agora como um som mais voltado ao rock/metal progressivo.

Tracklist:

1."Nunc Fluens" – 2:56
2."The Space for This" – 5:46
3."Evolutionary Sleeper" – 3:35
4."Integral Birth" – 3:53
5."The Unknown Guest" – 4:13
6."Adam's Murmur" – 3:29
7."King of Those Who Know" – 6:09
8."Nunc Stans" – 4:13

Download


segunda-feira, 21 de março de 2011

Van Halen - Best of, vol. 1 (1996)

Quem não conhece o Van Halen, né? Acho que todo mundo, hahaha. Banda mais do que clássica, que conta com um dos melhores guitarristas da história, Eddie Van Halen.

Eu fiquei em dúvida entre postar o Van Halen I ou o Van Halen II, ae postei primeiro essa coletânea, excelente aliás. Abrange quase toda as fases da banda, e tem os principais sucessos, como Jump, Panamá, Eruption, etc. Não tem muito o que dizer, é uma coletânea.

Ah, e quem não conhece, agora é a hora. :)

Tracklist:

01. Eruption
02. Ain't Talkin' 'bout Love
03. Runnin' With the Devil
04. Dance The Night Away
05. And the Cradle Will Rock...
06. Unchained
07. Jump
08. Panama
09. Why Can't This Be Love
10. Dreams
11. When It's Love
12. Poundcake
13. Right Now
14. Can't Stop Lovin' You
15. Humans Being
16. Can't Get This Stuff No More
17. Me Wise Magic

quinta-feira, 17 de março de 2011

Coroner - Mental Vortex (1991)

Falar do Coroner é falar de uma banda única e completamente injustiçada. O trio de suiços, que ja foram até roadies do lendário Celtic Frost, fazia um thrash metal completamente diferente de tudo que já fora feito até então.

Donos de uma complexidade absurda, eles já tinham lançado 3 álbuns até chegar nesse que estou postando, Mental Vortex. Mas foi no anterior a esse, No More Color, que o Coroner começou a mostrar arranjos mais complexos e completamente impensáveis para uma banda de thrash. metal.

Já o álbum posterior a esse, Grin, foi calçado praticamente no lado experimental da banda, deixando de lado a velocidade característica da banda. Isso não foi tão bem visto como poderia (e deveria, pois é um álbum fantástico), e acabou sendo um fracasso em vendas. Com isso, o Coroner se separou (bem, na verdade ainda voltariam por questões de contrato, para lançar uma compilação 1 ano depois, para enfim, se separarem de vez).

Falando denovo sobre Mental Vortex, a maneira com que o álbum foi feito impressiona. Desde a produção, até a composição das músicas, tudo é incrível. Consegue ser pesado como uma banda de thrash metal, mas não se prende aos limites do estilo, buscando influências bem longe, como jazz e blues, além dos arranjos não se prenderem ao básico (leia-se: escalas pentatônicas e compassos 4/4).

E, como cereja do bolo, um cover de Beatles, e eu acho um dos melhores covers de Beatles que eu já ouvi, conseguindo impor o estilo da banda dentro da música. Excelente.

Você que acha que thrash metal é tudo igual, aqui está uma ótima chance para você quebrar a cara. Baixem essa obra de arte!

Tracklist:

1. "Divine Step (Conspectu Mortis)" – 7:04
2. "Son of Lilith" – 6:53
3. "Semtex Revolution" – 5:30
4. "Sirens" – 4:56
5. "Metamorphosis" – 5:32
6. "Pale Sister" – 4:55
7. "About Life" – 5:18
8. "I Want You (She's so Heavy) (Beatles cover)

domingo, 13 de março de 2011

Rush - Caress of Steel (1975)


Que o Rush é uma banda ultra-conceituada, acho que todo mundo concorda. Mas mesmo o Rush tem álbuns que não são bem vistos. É o caso do Caress of Steel, que é, na minha opinião, o álbum mais subestimado do Rush, ao mesmo tempo que é um dos melhores de toda a discografia da banda.

O Caress of Steel deu o extremo azar de ficar entre os 2 álbuns mais importantes do Rush, em termos de popularidade: Fly by Night (1975) e 2112 (1976).

Com o Fly by Night, o rush superou o estigma do debut (de ser apenas uma cópia canadense do Led Zeppelin, por exemplo), mostrou alguma característica própria e começou a orientação para o progressive rock. Esse álbum vendeu que nem água e deu uma boa popularidade para o power trio.

Caress of Steel foi lançado no mesmo ano, e é completamente oposto ao Fly by Night: aqui a veia prog do Rush aflora de verdade, com composições longas e cheias de mudanças de tempo e influências diversas. Dentre as 5 faixas do álbum, duas passam de 10 minutos e uma beira quase aos 20. Infelizmente, foi um fracasso comercial, o que deixou a gravadora bem irritada e exigindo uma espécie de Fly by Night II, com músicas mais fáceis de digerir e que pudessem tocar nos rádios.

Em vez disso, o Rush, confiante naquilo que fizeram no Caress of Steel, resolvem dar um passo além: fazem 2112, cuja faixa-título é um épico de 20 minutos sobre uma sociedade futurista oprimida e totalmente controlada, que consegue a libertação através da... música. Uma bela resposta para a produtora. Não preciso dizer que 2112 foi um sucesso absurdo e elevou o Rush ao status de superbanda que eles atualmente ainda têm. E a gravadora teve que engolir a seco isso, dando carta branca para os três fazerem o que bem entenderem, musicalmente falando. Isso eu chamo de epic win.

Então, o Caress of Steel ficou no meio de duas preciosidades, e acabou completamente ofuscado, e hoje é considerado peça B do Rush, infelizmente. Mas a verdade é que esse álbum é espetacular. Principalmente nos seus dois épicos: The Necromancer e The Fountain Of Lamneth.

Enfim, o meu álbum preferido do Rush para vocês. Espero que curtam. :)

Tracklist:

1. Bastile Day
2. I think I'll Going Bald
3. Lakeside Park
4. The Necromancer
5. The Fountain Of Lamneth

quinta-feira, 10 de março de 2011

Mike Oldfield - Exposed (1979)


Um post sobre o Mike Oldfield que não é Tubular Bells? Bom, mais ou menos, também é. Mas é um álbum ao vivo.

Apesar de ter feito quase duas dúzias de álbuns, o Mike Oldfield quase que só é conhecido pelo Tubular Bells (ou 'a música do Exorcista). O que é um pecado, ele fez muitos álbuns bons, como por exemplo Ommadawn, Crises e Amarok (posso postar algum desses 3 futuramente... ou os três, quem sabe).

Eu considero bastante esse álbum, é um dos álbuns ao vivo mais legais que eu já ouvi. E incrivelmente ele marca a primeira turnê do Mike Oldfield. Quer dizer, em 1979, ele fez a primeira turnê, sendo que ele abriu os trabalhos com Tubular Bells, em 1973. Sim, o senhor Oldfield era recluso demais para fazer shows. Por isso o nome do álbum, "Exposed". Exposto.

O interessante dessa turnê é que ela foi tão megalomaníaca, em termos de estrutura e de pessoal para tocar os tantos instrumentos e tudo mais, que ela gerou gastos suficientes por anos para o senhor Oldfield. Mas o resultado foi incrível.

O tracklist é bem símples: Incantations, que foi o último trabalho dele até então, e Tubular Bells, ambas tocadas na íntegra.

Tracklist:

[CD1]
1. Incantations (Parts 1 & 2)
2. Incantations (Parts 3 & 4)

[CD 2]
1. Tubular Bells (Part 1)
2. Tubular Bells (Part 2)
3. Guilty




terça-feira, 8 de março de 2011

Agalloch - Marrow of the Spirit (2010)


Eu acho engraçado esses rótulos que as pessoas criam. Quer dizer, eles não restringem que uma banda fique apenas dentro dele. Uma banda pode ser um gênero e então transitar por outros, sem perder sua identidade... ou criando sua identidade assim.

Eu comecei falando isso pelo simples fato de que estou tratando de uma banda que é complicado demais para rotular. O Agalloch é uma banda de black metal americana, formada em 1995. Sim, black metal.

Todo mundo geralmente liga o black metal ao satanismo/paganismo. Violencia gratuita, blasfêmias, toda sorte de coisas ruins. Quer seja pelo peso as vezes apresentado, ou pelo vocal gutural.

Se você que está lendo acha isso, então eu recomendo baixar esse álbum, e ter uma grata surpresa. O que você vai achar é uma banda no seu ápice técnico e criativo, tocando um som com mesclas de várias coisas, desde doom metal, folk, ambiente, até uma certa dose lisérgica de rock progressivo setentista.

O álbum possui seus momentos velozes (Into the Painted Grey) e seus momentos introspectivos (To Drown, um show a parte). No geral, é um álbum de extrema melancolia, tanto na questão das letras instrospectivas quanto nas melodias. Simplesmente lindo.

Esse álbum para mim é a grande masterpiece do Agalloch, que combina todos os elementos apresentados nos últimos álbuns, tocados com maestria no limite da técnica.

Baixem o álbum e escutem, libertos de gêneros e divisórias musicais. Se deixem levar pelo som, se deixem imergir no ambiente que o álbum proporciona. É uma viagem da qual não se termina igual da maneira que se iniciou. Um álbum para mentes abertas, e ao mesmo tempo, para abrir mentes.

Tracklist:

1. "They Escaped the Weight of Darkness" – 3:41
2. "Into the Painted Grey" – 12:25
3. "The Watcher's Monolith" – 11:46
4. "Black Lake Niðstång" – 17:34
5. "Ghosts of the Midwinter Fires" – 9:40
6. "To Drown" – 10:27


domingo, 6 de março de 2011

Stevie Ray Vaughan and Double Trouble - Texas Flood (1983)

Vou atacar com blues agora, hahahahaha

Texas Flood é o debut do mais que fantástico guitarrista texano Stevie Ray Vaughan (RIP :/) e os seus Double Trouble. Gravado e lançado numa época em que o blues não estava em voga, foi um sucesso que surpreendeu principalmente o próprio SRV. Já tocava em bares e circuitos underground a algum tempo, antes de arriscar um album; nunca esperaria um retorno, no nível de ser o álbum de blues mais famoso desde então.

Na verdade, o SRV foi descoberto pelo caça-talentos John Hammond, que vendo um de seus shows, sentiu que poderia surgir algo realmente bom daquele jovem tímido de 20 e tantos anos, e ajudou ele a gravar um contrato com a gravadora Epic.

Texas Flood não é um álbum de blues normal. Quer dizer, não é um album de blues puro. É um blues orientado ao rock mesmo, como tantos outros bluesman (como Johnny Winter - vai ser postado também :D), mas aqui tem alguns toques especiais. Primeiro: a maneira selvagem com que o SRV toca. Eu nunca ouvi um guitarrista com tanto feeling na minha vida. E selvagem, pq ele simplesmente não tinha dó da guitarra, dando palhetadas com toda sorte de violencia e selvageria (o que fazia ele usar encordamento mais grosso do que o normal, para suportar as palhetadas violentas), fazendo gato e sapato da guitarra. Atitude rocker? De certa forma. Mas sensacional.

Outro ponto não menos importante: dentre as tantas influências que o SRV teve, uma tem destaque. Ele nunca escondeu que era fã incondicional de Hendrix. A sua maneira de tocar, a maneira de soar as notas, tudo, era baseado no que Hendrix fez. O que não significa que o SRV queria ser uma cópia ou um Hendrix do blues. Muito pelo contrário: ele conseguiu ser único.

Dizem que SRV foi o bluesman definitivo. Dizem que não. Mas na real, isso importa? Ele era fantástico. Espero que aproveitem esse álbum tanto quanto eu. :)

Tracklist:

01. Love Struck Baby
02. Pride and Joy
03. Texas Flood
04. Tell Me
05. Testify
06. Rude Mood
07. Mary Had A Little Lamb
08. Dirty Pool
09. I’m Cryin’
10. Lenny

Bonus tracks:
11. SRV Speaks
12. Tin Pan Alley
13. Testify (live)
14. Mary Had A Little Lamb (live)
15. Wham (live)

sábado, 5 de março de 2011

Death - Human (1991)


Primeiro post do blog. Vamos começar com classe. Human, quarto álbum do Death, um dos maiores expoentes do death metal.

O Death, liderada pelo guitarrista Chuck Schuldiner (RIP :\) foi uma das bandas pioneiras desse estilo em ebulição, chamado Death Metal. Junto com o Possessed e seu debut Seven Churches, o Death ajudou a criar um estilo que seria copiado (e ainda é copiado até hoje). Tanto o debut do Death (Scream Bloody Gore) quanto o do Possessed deram a cara que o death metal teria.

Até o álbum anterior a esse (Spiritual Healing, de 1990) o Death era uma banda em clara ascensão, tanto liricamente quanto tecnicamente. Mas faltava o pulo do gato.

Talvez por coincidência, esse álbum contou com Paul Masvidal e Sean Reinert (ambos pilares da banda Cynic, outra banda absurdamente foda de death metal, merece um post só para ela, em breve). Eu digo isso pelo fato da complexidade e do experimentalismo contido nesse álbum. E diria que é a minha formação favorita do Death.

Na questão das letras, o Death abandonou quase que completamente os temas 'gore' (já vinha abandonando desde o álbum anterior), agora abordando questões mais introspectival. Isso gerou letras fabulosas, como Secret Face ou Together as One.

A questão técnica é bem nítida. Chuck Schuldiner deu um salto gigante em sua técnica, combinando death metal com outras influências externas (aqui talvez entre os já citados Paul Masvidal e Sean Reinert, afinal, tão inovador quanto esse álbum seria o debut do Cynic, Focus, de 1993). Esse álbum era o limite técnico do death metal até então. Nada se comparava a ele em termos de técnica, e até hoje ainda é referência. É o álbum mais vendido da banda, junto com o Symbolic, outra tijolada.

Aproveitem esse álbum do começo ao fim. :)

Tracklist:

1. "Flattening of Emotions" – 4:28
2. "Suicide Machine" – 4:19
3. "Together as One" – 4:06
4. "Secret Face" – 4:36
5. "Lack of Comprehension" – 3:39
6. "See Through Dreams" – 4:26
7. "Cosmic Sea (Instrumental)" – 4:23
8. "Vacant Planets" – 3:48